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ENTREVISTA
COM DONNIE SUMNER

Jacquie
Ulmo realiza mais uma ótima entrevista, agora com Donnie Sumner
(Membro do “The Stamps Quartet” e do grupo “Voice”
– sobrinho de Mr. J.D. Sumner) Nesta entrevista exclusiva, Donnie
Sumner conta sobre sua vida pessoal e os momentos que conviveu com Elvis.
Jacquie – Olá
Donnie, como vai?
Donnie
– Estou bem, obrigado.
Jacquie – Muito
obrigado por conceder essa entrevista. Eu realmente agradeço
muito e também gostaria de agradecer pelo CD que você me
enviou “Donnie & J.D. – Together again”
– maravilhoso! Gostaria de dar os parabéns pelo trabalho
maravilhoso que você fez neste CD.
Donnie
– Obrigado.
Jacquie – “Together
again” é um CD muito bom. Bem, vamos lá, você
está preparado para as perguntas, Donnie?
Donnie – “Sim senhora”
(em tom de brincadeira)
Jacquie
– OK, aqui vamos nós. Bem, eu dei uma olhada em
sua biografia e eu fiquei impressionada. Por isso eu gostaria de começar
a entrevista falando sobre “Donnie Sumner, o ser humano”.
Por favor, você poderia falar para nós com suas próprias
palavras sobre você, sua família, seus filhos, seu forte
relacionamento com seu tio J.D. Sumner, sua infância e tudo mais?
Donnie – Bem, Jacquie, eu tenho três irmãos e fui
adotado aos dois anos de idade por um outro tio; Francis, minha irmã,
foi adotada por J.D.; e o outro irmão foi adotado por outro tio.
Havia problemas sérios com os meus pais. No momento sou casado
e tenho dois filhos e quatro netos. Minha família sempre foi
muito próxima e a família de minha esposa sempre foi muito
próxima, então somos muito apegados à nossa família.
Muitas vezes, trabalhar no campo da música atrapalha a integração
em família e foi assim por um tempo da minha vida, mas já
não o é mais. J.D. era meu herói, eu sempre admirei
J.D. e queria ser como ele. Uma das melhores partes da minha vida foi
poder cantar com ele durante os anos da minha vida.
Jacquie – Eu acredito
que você sinta muita saudade dele já que ele era uma pessoa
muito especial. Então, Donnie, creio que durante os seis anos
em que você foi parte do grupo que estava sempre com Elvis, você
teve muitas experiências e agora elas se transformaram em lembranças.
Você poderia, por favor, mencionar um dos momentos mais felizes
dos quais você nunca se esquecerá?
Donnie – Bem, eu
acho que um dos meus momentos favoritos...eu estou tentando pensar qual
foi... Para mim, meu momento favorito com Elvis? Ok, todo mundo sabe
que eu morei com Elvis…
Jacquie – Eu sei
e agradeço por nos contar. Ao mesmo tempo eu acho que foi bem
difícil para você.
Donnie – Eu morei
na casa dele e todos tinham pequenos serviços na casa e o meu
era manter a lareira acesa. E eu entrei...nós estávamos
na casa da Rodeo Drive em L.A. E eu cheguei bem cedo para manter a lareira
acesa na sala e Elvis estava sentado no chão de pijamas com a
Lisa Marie cortando esses bonecos de papelão. E eles estavam
usando tesouras de plástico, sabe? e eu pensei, “Nossa,
se todos pudessem ver Elvis sentado no chão de um quarto, de
pijamas, recortando bonecos de papelão com tesoura de plástico
e brincando com sua filha... isto o tornaria mais humano” Esse
foi o meu momento favorito com Elvis porque eu vi algo que provavelmente
quase ninguém jamais viu.
Jacquie – Eu te
agradeço por compartilhar esse momento de sua vida – e
da vida de Elvis em família também. Por outro lado, a
vida não é feita apenas de momentos felizes, infelizmente.
Você poderia mencionar, por favor, um momento triste do qual você
também jamais esquecerá?
Donnie – Bem, eu
sinto em dizer que durante meus anos no show-business eu me tornei viciado
nessas pílulas, drogas (lícitas e que só podem
ser consumidas sob prescrição médica). Em 1976
eu estava com Elvis e não agüentava mais os problemas que
eu criei para mim mesmo. E então eu decidi dar um fim a isso
tudo – cometendo suicídio, talvez.
Jacquie – Sob seu
ponto de vista, já era hora de deixar tudo aquilo pra trás,
não importa de que jeito fosse...
Donnie – Eu saí
do meu quarto no Hilton...Elvis tinha uma porta que abria para o telhado
do Hilton e eu fui lá e sentei no pára-peito e estava
tentando tomar coragem para pular. Eu gritei em desespero pedindo alguma
ajuda.
Jacquie –
Nossa, eu tento imaginar.
Donnie – Então
quando o Senhor desceu - e eu sei o que foi - foi o amor de Deus, mas
na época eu achei que tivesse sido por alguma outra razão
desconhecida que eu desisti de pular. Eu voltei para dentro do Hotel;
quatro dias depois eu pedi demissão a Elvis, voltei a Nashville
e comecei um programa de desintoxicação. Isso foi em um
sábado de manhã antes do Dia do Trabalho em 1976; no Natal
de 1979 eu me mudei para Flórida. Em 1980 eu entrei para o sacerdócio
e tenho trabalhado no sacerdócio desde então. Eu encontrei
o meu começo quando estava próximo do meu fim (risos).
Jacquie – Eu tenho
certeza que foi a melhor coisa que você fez na época porque
a vida na estrada devia ser difícil para você.
Donnie – A estrada
não é o problema, mas ela nunca acaba. Você tenta
encontrar um fim mas você fica sem energia, sem entusiasmo, sem
motivação e um dos problemas que Elvis tinha foi esse:
em termos de vida, ele já tinha experimentado tudo que existia
para experimentar. “Quando não há visão o
povo perece” - é o que a Bíblia diz. Você
pode se divertir, mas se diversão é tudo o que você
faz – a diversão eventualmente se mistura com obrigação,
trabalho... Sua vida se transforma em algo muito frustrante. Isso foi
uma das coisas que aconteceu a Elvis, era tudo o que ele tinha desde
os 19 anos de idade. E esta diversão (que é o seu trabalho,
mas este trabalho é divertido) se torna - como se chama - uma
monotonia. Então você faz tudo só para ter um pouquinho
mais de diversão e existe apenas um determinado número
de coisas que você pode fazer para se divertir.
Jacquie
– Donnie, qual era a música gospel favorita de Elvis,
e como você se sentia quando esse homem estava ali colocando todo
seu coração e alma nas músicas gospel que ele cantava
no palco, tal como em “How great Thou art?”.
Donnie – A música
favorita dele – antes disso, Shawn Nielsen, eu e Jim Barney formávamos
um grupo vocal chamado “Voice”. Nós morávamos
com Elvis e nosso trabalho era cantar pra ele à noite. E toda
noite nós cantávamos 3 horas de música gospel –
a música favorita dele que nós tínhamos que cantar
sem parar era “By and By” - e ele sentava lá e dizia
“cantem mais uma vez”. Certa vez nós a cantamos 18
vezes. Mas a minha música favorita que ele cantava era “How
great Thou art”. Eu costumava observar quando ele se envolvia
tanto com a canção e eu começava a sentir a mesma
emoção que ele estava sentindo naquela música.
Nós realmente nos uníamos um com o outro e usávamos
o amor um do outro pela canção. Ele escutava a minha parte
eu escutava a dele e nós dois alcançávamos as notas
altas no fim. Era um prazer cantar aquela canção.
Jacquie – Como você
vê, Donnie - a busca de Elvis por Deus durante esse anos? Você
costumava a conversar com Elvis sobre Jesus, sobre a vida depois da
morte? O que ele tinha em mente naquela época no que se refere
à religião? Como você sentia Elvis durante os últimos
cinco anos de sua vida?
Donnie
– Elvis...bem... - antes de tudo, eu não era um
“cristão profissional”. Eu tinha uma herança
cristã. E quanto a Elvis, existem muitas histórias sobre
Elvis que não são necessariamente fatos. Ele não
ia a igreja, a mãe e o pai dele...seu pai nunca foi freqüentador
de igreja e sua mãe Gladys ia a igreja ocasionalmente. A única
época que Elvis foi à igreja foi só para ouvir
gospel.
Jacquie – Foi como
ele conheceu J.D. Sumner certo? Digo, não foi na igreja, mas
foi através da música gospel. Até aonde eu sei,
a primeira vez em que eles se encontraram foi em um show do “Stamps
Quartet” no Ellis Auditorium em Memphis, não foi?
Donnie – Exato,
foi sim. Mas ele realmente não sabia muito sobre a fé
fundamentalista (conservadora) Cristã enquanto teologia. Ele
não sabia muito sobre teologia. Uma vez, em Graceland, eu estava
no andar de baixo, e ele no andar de cima, Linda tinha saído
para fazer algo e ele disse “Donnie suba aqui por um momento”
então eu subi e nos sentamos na cama e ele disse “eu tenho
uma pergunta” e eu disse “o que houve?” ele disse
“O que significa quando as pessoas dizem que foram salvas, o que
elas querem dizer?” Então eu tentei começar a contar
para ele que "Jesus perdoa você dos seus pecados e você
vai para o céu” e etc... Então ele disse “Demais
cara, eu quero ser salvo!” (risos).
Jacquie – Mas em
termos de religião eu acredito que ele estivesse um pouco perdido
e confuso nos últimos cinco anos de sua vida, não?
Donnie – Ele estava
o que?
Jacquie – Confuso,
eu não sei.
Donnie – Eu sei
o que você quer dizer, ele estava sim. Quando ele tinha 19 anos
de idade ele tinha um sonho que era fazer a vida de Gladys confortável
e quando ele chegou as 25 ele tinha outro sonho que era ser o maior,
o melhor, o mais inesquecível artista do mundo. Quando ele ficou
um pouco mais velho seu sonho era ser um bom pai. No final, Jacquie,
ele tinha um outro sonho e esse era o sonho de uma vida eterna, então
ele começou a tentar encontrar a chave para a vida eterna. Ele
procurou em muitos lugares. Ele estudou Judaísmo, meditação
transcendental, ele estudou todas as religiões do Leste muito
avidamente.
Jacquie – É
por isso que eu acho que ele parecia estar confuso e perdido.
Donnie – Você
não pode “caminhar em três estradas” ao mesmo
tempo. Você tem que escolher uma e seguir o caminho ao qual ela
te leva. Ele estava tão interessado em tentar encontrar o que...
– bem, ele estava ficando mais velho agora e pensando que não
tinha muito tempo mais pela frente. Ele começou a tentar entender
para aonde ele estava indo e em todo lugar onde ele procurava, ele encontrava
um fim diferente. E ele realmente se sentia confuso e incerto. Ele não
tinha certeza dele mesmo, não tinha certeza dos amigos, não
tinha certeza de nada. Ele tinha muitos problemas físicos, nas
suas pernas, no fígado - e estava ganhando peso – de fato
ele ficava inchado com muita freqüência, devido aos fortes
remédios que tomava, como cortisona - e as pessoas não
iriam...Bem, ele não podia encontrar as respostas para as questões
que ele estava fazendo. Então algumas vezes eu penso se ele meio
que se “convenceu” a morrer. Eu não sei se ele fez
mesmo isso ou não, mas...- eu o deixei 11 meses antes de ele
morrer. Naquela época ele tinha decaído no que diz respeito
ao seu lado psíquico-emocional. Ele nem de longe lembrava aquele
rapaz despreocupado que eu conheci anos antes – ele estava se
transformando nessa pessoa que estava ali, apenas cumprindo seus deveres
profissionais e tentando se manter.
Jacquie – Eu imagino...
- e eu estava aqui pensando, Donnie, porque você é um exemplo
perfeito de como a vida pode vir a ser sem Jesus e com Jesus - em minha
opinião. Eu fiquei impressionada ao ler sua biografia e recomendo
a todos que a leiam em seu website. Se você não se importar,
farei menção a isso no website de nosso Fan Club –
Gang Elvis FC of Brazil. Eu acho que as pessoas deveriam ler sua biografia,
realmente – em www.donniesumner.com
Na sua opinião, você acha que Elvis poderia ter sido salvo
através da fé dele? Por exemplo, o dia em que você
decidiu que era hora de sair e você encontrou Jesus, encontrou
Deus, você pode compreender como a vida podia ser com Deus, você
decidiu parar com tudo aquilo e seguiu sua vida em frente. Então,
eu estava pensando, você acredita que Elvis poderia se salvar
através de sua fé?
Donnie – Certo.
Todo mundo sempre me pergunta se Elvis foi um Cristão e a única
resposta que eu tenho é que uma pessoa não pode falar
por outra. Apenas aquela pessoa sabe com certeza. Eu nunca perguntei
a ele, e ele nunca disse mas requer apenas um segundo para fazê-lo.
Era muito simples, tudo o que você precisa é fazer e pedir
que Jesus entre em sua vida e você estará salvo. Nos 11
meses depois que eu parti se por acaso ele não era um Cristão
enquanto eu estava lá, ele não tinha muito motivo a mais
depois que eu parti e eu espero com todo meu coração que
em algum momento, em algum lugar, de alguma forma ele tenha encontrado
a aceitação de Jesus - e seu futuro eterno ficou seguro
em Cristo. Ele era meu amigo e eu não tenho nada negativo para
dizer sobre ele, ele tinha problemas como qualquer um de nós
os tem, ele não fazia tudo corretamente... Elvis era apenas um
ser humano e qualquer pessoa que fala que tem tudo correto na vida está
mentindo (risos). Eu não tenho nada negativo para dizer sobre
ele, ele era meu amigo, eu o amava, eu o defenderia em qualquer circunstância.
“Aquele que não tem um pecado que atire então a
primeira pedra”.
Jacquie – Donnie,
próxima pergunta: Onde você estava quando Elvis faleceu
e como reagiu à notícia devastadora? Você compareceu
ao funeral?
Donnie – Eu estava
em Lakeland, FL assistindo televisão e eles interromperam a programação
para anunciar que Elvis Presley tinha falecido e a minha primeira reação
foi “você está me enganando, Elvis não está
morto” porque ele costumava falar sobre isso – já
havia acontecido algumas vezes de estarmos na sala de estar conversando
e ele diria algo como “um dia desses, cara, eu vou comprar um
boneco de plástico, colocá-lo em um caixão e vou
para o Havaí e ficar lá por dois ou três anos e
voltar à vida” Ele falava muito sobre ser congelado, se
algo acontecesse a ele; Elvis queria ser congelado até que fosse
descoberta alguma forma de solucionar os seus problemas de saúde.
Então quando eu ouvi aquilo na TV, meu primeiro impulso foi “isso
é uma mentira, uma piada, não é real”. Eu
achei que era algo que ele e o Coronel tinham planejado e então
eu não me preparei para nada. Naquela noite J.D. me telefonou.
Jacquie – Ele foi
intitulado pelo Sr Vernon Presley para tomar conta dos detalhes do funeral,
certo?
Donnie – Sim, ele
tinha trabalho o dia todo com o Sr Presley arrumando tudo. Ele me telefonou
aquela noite e me perguntou, ele disse “eu quero que você
venha cantar no funeral” e eu disse “J.D., o Elvis está
mesmo morto?” Ele disse “Sim, ele está” e eu
disse “Você tem certeza que isso não é uma
piada?” Ele disse “Sim, eu desci e pessoalmente vesti o
corpo dele e eu quero que você venha para cá hoje à
noite”. Então eu disse “Ok, eu estarei aí”
então eu desliguei e voltei ao telefone e tentei reservar lugar
em algum vôo.
Jacquie – O que
deveria ser impossível, certo?
Donnie – Todos os
vôos comerciais estavam lotados, todos os aviões particulares
naquela parte da Flórida estavam reservados e eu não tinha
carro bom o suficiente na época para ir da Flórida ao
Tennessee, então eu não fui capaz de chegar ao funeral.
Jacquie – Vamos
falar sobre algo mais agradável? Eu gostaria muito se você
nos contasse algumas histórias engraçadas relacionadas
à J.D... Ele estava sempre com um astral alto e todos simplesmente
o amavam. Eu tenho certeza que você tem algumas boas histórias
para compartilhar conosco dos tempos que vocês estavam na estrada
com Elvis. Você gostaria de compartilhar algumas histórias
engraçadas conosco, relacionadas à J.D. Sumner?
Donnie – Bem, uma
vez quando eu estava com J.D. & the Stamps, nós tínhamos
esse velho ônibus que estava completamente acabado. E Elvis nos
disse para passar por lá e cantar para ele. Nos estávamos
indo para um outro compromisso, nós levamos aquele velho ônibus
até os portões de Graceland e entramos pelos portões
da casa de Elvis. Ele saiu e disse “J.D., esse é o ônibus
mais feio que eu já vi na minha vida” e nós todos
entramos na casa, cantamos, terminamos, saímos e entramos no
ônibus e fomos embora. Na semana seguinte, Elvis telefona para
nós e diz “venham cantar, rapazes”. Então
nós entramos no ônibus de novo e quando chegamos lá,
havia outro ônibus na porta e J.D. parou atrás dele, nós
descemos e Elvis disse “J.D., você gostou do meu novo ônibus?”
- e J.D. disse “cara, é um ônibus muito bonito”
e Elvis disse “eu te digo uma coisa, eu troco com você,
você fica com o meu ônibus e eu fico com o seu” Ele
disse “vamos sair para um passeio”. Nós todos entramos
no ônibus novo e Elvis estava dirigindo e sabe do outro lado da
rua onde hoje existem todas aquelas lojas de souvenir? Naquela época
não havia nada lá, era um terreno vazio e Elvis saiu de
Graceland, parou, olhou, não havia nenhum carro passando e ele
apertou o acelerador. Ele estava dirigindo aquele ônibus novinho
direto naquele terreno. E começou a brincar como se fosse kart
naquele terreno. J.D. disse “Elvis, você vai destruir esse
ônibus” Elvis disse “J.D., eu o comprei, se eu destruí-lo
eu compro outro para você” Ele era como um menino dirigindo
aquele ônibus.
Jacquie – Deve ter
sido uma farra!
Donnie – Foi muito
divertido mesmo!
Jacquie – Mudando
de assunto agora. O que você tem feito durante esses últimos
anos? Claro que eu sei, lembre-se - eu sou sua fã. Mas eu gostaria
que você colocasse com suas próprias palavras para que
os fãs brasileiros possam saber também. Por favor, você
poderia contar sobre as suas conquistas como cantor, produtor, editor
musical? E também como compositor? E de outro lado como pastor?
E todas os programas de TV e rádio nos quais você aparece?
Nossa, que vida mais ocupada, Donnie!!! (risos)
Donnie – Jacquie,
eu uso cerca de “três chapéus diferentes”.
Eu sou produtor, também sou pastor e claro, sou pai e avô.
No que se refere a minha vida produtiva, nesse ano passado eu recebi
um prêmio da “North American Music Association” e
nós fomos até Pigeon Forge no Tennessee. Eles têm
aquele auditório enorme e eu recebi o prêmio de “Produtor
Independente do Ano”. Eu também fui aceito, na mesma época,
no “North American Country Music Hall of Fame”.
Jacquie – Sim, essa
ia ser minha próxima pergunta, mas continue.
Donnie – Eu recebi
o prêmio Billboard de “Música Gospel do ano”.
Eu também recebi o que eles chamam de FEFAC... - recebi um prêmio
por edição. Eu tenho todo tipo de música por aí.
No meu estúdio, eu provavelmente já produzi mais de 300
discos.
Jacquie – E eu tenho
todos eles. (risos)
Donnie – Eles não
são meus, eu os produzi... !
Jacquie – Ok, mas
com relação aos seus eu tenho todos.
Donnie – Que bom
saber disso, viu? Bem, meu sacerdócio... Eu não sou mais
um artista, embora eu queira que as pessoas curtam o que eu faço,
minha ênfase não está mais no entretenimento. Minha
ênfase está no que eu quero dizer a eles e o que eu quero
dizer a eles é muito simples e é com Jesus: não
importa o quão ruim esteja, você pode superar. Não
importa onde você esteve, o que você fez, você não
pode voltar e refazer, mas você pode começar tudo de novo.
Jacquie – Eu concordo,
pois eu sou Cristã também.
Donnie – Ele ajudará
você a construir uma nova vida e nessa nova vida você se
sente bem mais seguro. Mas a melhor parte da história é
que quando a coisa toda acalma você sabe o que vai acontecer e
como será. E é bem simples, existe uma vida nova em Jesus,
existe uma vida abundante e em Jesus existe vida eterna e essa é
a ênfase que eu dou em minhas apresentações estrada
a fora. Eu canto músicas para conquistar a atenção
das pessoas para então poder dizer a eles o porque de eu estar
ali.
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