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TRIBUTO À Mr. J.D.SUMNER (1924-1998) Existem alguns sonhos que são possíveis de se realizar em algum período da vida. Jacquie realizou um em 1997 quando conheceu pessoalmente JD Sumner, agora sonho impossível para os que não o conheceram, pois em Novembro de 1998 ele viria a falecer. JD não foi somente aquele formídavel vocal do "J.D. Sumner & The Stamps" que acompanhava Elvis, era também uma pessoa em quem Elvis confiava muito, e que respeitava de igual forma. Agora ficam as recordações de momentos fantásticos da presença de J.D em "Elvis on Tour", "Aloha From Hawaii", "Elvis in Concert" e nos vários álbuns que registraram sua voz. Jacquie narra aqui como foi esse grande encontro: JACQUIE ULMO: Eu o conheci em Agosto de 1997. Quando voltei de Memphis, dei um “tempinho” e mandei - através da Patsy Andersen - uma carta para Mr.JD e um pequeno presente para ele também. Só em saber pela Patsy que ele havia recebido o pacote (ela o entregou pessoalmente, pois eles eram muuuuito chegados mesmo) eu fiquei radiante. Tudo que eu queria era que ele soubesse a admiração e o carinho que eu sentia por ele, pelo que ele é e pelo que ele fez por Elvis - principalmente por ter sido um segundo pai para Elvis. Certas coisas, Elvis não conversava com Vernon e sim com JD. Quando Elvis morreu, Vernon pediu à JD que preparasse e planejasse todo o cerimonial, "pois tinha certeza de que JD conhecia seu filho como ninguém, e saberia o que agradaria à Elvis ou não". Qual não foi minha surpresa quando em novembro de 1997 eu recebo do JD Sumner um pacote, contendo o livro (autografado por ele) que ele escreveu sobre Elvis ("Elvis & JD - a Friendship Revisited") e duas fitas cassette (já convertidas atualmente por mim para DVD) contendo uma entrevista que JD dera há pouco tempo sobre suas memórias com Elvis. Eu chorei sem parar. Aquele homem não tinha a menor idéia da alegria que ele havia me dado!!! Eu queria muito ter ido a Memphis em agosto de 1998, mas não pude ir, já que meu filho caçula nascera em junho/1998. Em 18 de novembro de 1998, eu estava em casa tirando "day off" do trabalho - quando tive uma triste notícia, pela Internet: JD havia falecido durante a noite de 17 para 18. Eu fiquei transtornada. Me lembro que a primeira pessoa para quem eu liguei para avisar dessa notícia foi o Walteir, que também sentiu muito mesmo.
Conforme os meses se passaram fui solidificando na cabeça a idéia de que eu tinha que viajar em Agosto de 1999 para prestar o meu tributo à JD, em Nashville, onde ele foi sepultado. Viajei conforme planejado e um dia fomos eu, a Lilian, a Silmara e o marido Jefferson até Nashville. Foi uma viagem bem cansativa porque saímos de Memphis as 6 da manhã, chegamos em Nashville as 10:30 - fomos à 2 lugares apenas e por fim fomos ao Woodlawn Cemitery, onde JD está sepultado. Chegamos lá as 4 da tarde e ficamos até umas 6. Saímos de Nashville as 7:30 da noite (depois de "almoçarmos") e chegamos a Memphis à meia-noite. Foi um "estirão", mas eu fico feliz por ter feito esta homenagem à ele, pois ele merece. Essa história tem um especial significado para mim, porque no ápice da minha comoção lá no Woodlawn - e na impossibilidade de falar para ele tudo que me vinha à mente, eu escrevi um bilhete para ele e coloquei no jazigo dele (vc vai notar um papelzinho azul na foto, é este bilhete). No início de 2000 eu soube pela Patsy que a filha de JD Sumner (Shirley Enoch, que foi casada com Ed Enoch) costuma visitar o túmulo do pai pelo menos de 15 em 15 dias e encontrou meu bilhete lá. Esta "ala" do cemitério aonde JD foi sepultado, não fica ao ar-livre e as gavetas ficam em um grande hall com ar-condicionado e música clássica ambiente, por isso é que ninguém mexeu no bilhete nem o retirou. Quando a Shirley foi lá, ela pegou o bilhete, leu e guardou com ela. Ela sabia quem era a "Jacquie from Brazil" e eu vou te contar o “porque”. Quando o pai dela recebeu o meu pacote com o presente e a carta em 1997, ela estava ao lado dele. Ele ficou emocionado com o carinho de uma fã tão distante e ficou perguntando à Shirley "o que eu poderia fazer para retribuir à esta lady a felicidade que ela está me dando?" - e depois de pensar e pensar a Shirley sugeriu que ele enviasse o livro com os tapes e uma foto autografada para a "Jacquie from Brazil". Na EW de 2000, a Shirley compareceu à um dos eventos (almoço de Presidentes de Fan Club). Ela estava com uma "bancadinha", vendendo alguns CD's dos Stamps Quartet e também autografando uns posters lindos que estavam a venda . Nem preciso dizer que corri para a fila esperando a minha vez. Quando ela bateu os olhos em mim e me perguntou "What's your name please" porque ela ia autografar o poster, eu disse "I'm Jacquie from Brazil"... Ela parou de assinar o poster, os olhos dela se encheram de lágrimas e ela me disse: "I think I know you!" e eu falei: "Maybe..." - Bom, foi o suficiente para que nós duas nos abraçássemos aos prantos - sabe essas coisas que não dá pra explicar ??? - foi uma emoção muito forte para ela, e para mim também claro. Foi engraçado porque ela sem querer "parou a fila" De vez em quando a gente troca e-mails , ela é uma pessoa muito querida, muito simples e tão meiga quanto o pai.
Agradecemos imensamente ao Mr.JD Sumner por esta oportunidade.. Rest in Peace, Mr.JD... |
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